A mediunidade vai muito além do simples fato de se receber as vibrações e influências de uma entidade do plano espiritual. Na verdade, ela representa um aprendizado que se adquire com a convivência com estes seres iluminados, e que devemos aplicar na nossa vida privada, com amor, tolerância e boa vontade. 


A união entre dois seres em dimensões diferentes, possibilita que se possam prestar caridades no campo espiritual e no campo material. 
No decorrer da vida, as entidades, através dos canais mediúnicos, ensinam a seus protegidos como se comportar perante os problemas da vida, motivando e ensinando o caminho da evolução espiritual. 


Mas a entidade nunca se envolve no livre direito de escolha do caminho da pessoa, pois todos têm o direito de decidir seu próprio destino, cabendo ao filho o direito de dar ouvidos ou não aos conselhos dados. 


Se o caminho escolhido pelo filho não for o condizente com o plano traçado por ele mesmo antes de nascer, o mentor observa a tudo com tolerância, e no momento oportuno interfere junto a seu protegido, como um pai interfere junto a um filho, com severidade, mas com muito amor e respeito, para que ele não perca a chance na vida de evoluir espiritualmente para planos mais elevados. 


Mas, se mesmo assim, o médium continua cometendo erros, a entidade deixa que este filho perambule pela vida, sofrendo e aprendendo sozinho, até que por conta própria ele desperte para necessidade de recomeçar do zero, o aprendizado abandonado.


Todo médium deve respeitar muito seu mentor espiritual, pois quando ainda não havia voltado para terra na vida presente, solicitou ajuda divina para que tivesse a oportunidade de receber orientação de alguém mais experiente, para não cometer os mesmos erros de vidas passadas. 
Então, por pura misericórdia, estas entidades se propuseram a ajudar o filho menos favorecido. Deste, os primeiros instantes da vida, até a sua morte, são acompanhados e observados por estes espíritos de luz.


Muitos médiuns tratam suas entidades como se fossem objetos pessoais ou até mesmo seres inferiores e expressões como ”Minha entidade … “, “Eu vou trabalhar … ” entre outras, jamais deveriam ser pronunciadas.
Deveríamos na realidade dizer:  “A entidade que me assiste…”  ”Eu vou ceder meu corpo … “, pois estão mais próximas da realidade.


A pontualidade também é muito importante na mediunidade, pois estas entidades são muito atarefadas e não podem ficar disponíveis a todo instante para incorporarem.

Nos trabalhos mediúnicos, as entidades utilizam muita energia disponível do seu médium, é por isso que estes devem estar sempre equilibrados física e psicologicamente, utilizarem-se dos banhos, defumações e oferendas para se fortalecerem e poderem fornecer os fluidos necessários para o trabalho de passes. 

É por isso que dizemos que entidade e médium trabalham juntos.


Todo médium deve continuar exercendo a mediunidade fora do templo-terreiro, sendo sempre atencioso e amigo com pessoas que estão com problemas, ele mesmo pode ajudar as pessoas, independente do fato de estar incorporado ou não. 

Qualquer tipo de ajuda é valido, pois às vezes uma simples palavra de conforto, um sorriso, ou uma sugestão honesta, produzem efeitos poderosos.

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